A relação do açúcar refinado e as doenças cerebrais.

Atualizado: Abr 3

O açúcar é um termo genérico para carboidratos cristalizados comestíveis, principalmente sacarose, lactose e frutose. As principais diferenças aparecem no gosto, na cor e na composição nutricional de cada tipo. A regra básica é a seguinte: quanto mais escuro é o açúcar, mais vitaminas e sais minerais ele tem, e mais perto do estado bruto ele está. A cor branca significa que o açúcar recebeu aditivos químicos no último processo da fabricação, o refinamento. (Fonte: Mundo Estranho, Revista Abril)


O maior problema está nesse ultimo processo. O refinamento retira a maioria dos nutrientes. Por exemplo, em 100 gramas de um açúcar bem escuro, o mascavo, existem 85 miligramas de cálcio, 29 miligramas de magnésio, 22 miligramas de fósforo e 346 miligramas de potássio. Para comparar, na mesma quantidade de açúcar refinado, aquele tipo branco mais comum, a gente encontra no máximo 2 miligramas de cada um desses nutrientes.


Um conjunto crescente de pesquisas sugere que há uma conexão poderosa entre sua dieta rica em açúcar refinado e seu risco de desenvolver a doença de Alzheimer, através de caminhos similares aos que causam diabetes tipo 2. Existe uma região em nosso cérebro chamada hipocampo, considerada a sede principal da memória e também responsável pelo funcionamento do sistema límbico, que controla as emoções e reações ao contexto social. Os neurônios que formam essa região podem controlar todo o sistema nervoso do corpo humano, memória associativa (declarativa), atenção, alerta, funções endócrinas, funções viscerais e como falei anteriormente funções comportamentais e sociais.


As patologias relacionadas a essas funções são Parkinson, Alzheimer, depressão, AVC, dores de cabeça crônica, meningite, esclerose múltipla, etc. Segundo pesquisas realizadas pelo Dr. David Perlmutter que é um renomado neurologista americano, existe uma correlação direta entre os maiores níveis de açúcar no sangue e o maior risco de envelhecimento do centro da memória, e a velocidade com que o cérebro diminui de volume está relacionada com a hemoglobina glicada. Ao contrário da crença popular, seu cérebro não requer glicose, e na verdade funciona melhor quando queima combustíveis alternativos, especialmente cetonas, que seu corpo cria em resposta à digestão de gorduras saudáveis.


Os pesquisadores também descobriram que as mudanças estruturais explicavam parcialmente o vínculo estatístico entre glicose e memória. De acordo com o estudo, o coautor Agnes Flöel, um neurologista do Charité, os resultados ‘fornecem mais evidências de que a glicose pode contribuir diretamente para a atrofia(diminuição) do hipocampo.


A indústria vem comprando órgãos para que a população não tenha esse conhecimento. A Sugar Association mandou uma carta ao diretor-geral, advertindo-o de que, a menos que a OMS retirasse o estudo, a Sugar Association iria persuadir o Congresso dos EUA a retirar o financiamento federal da OMS. No ano seguinte, quando a OMS publicou sua estratégia global de saúde sobre dieta e saúde, não houve menção a esse estudo sobre açúcar.


Fiquem atentos que irei falar um pouco mais especificamente sobre cada patologia e a sua direta relação com o açúcar.


Todo cuidado do mundo reunido, ainda é pouco!


JAYME ASSUNÇÃO
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