Autismo e nutrição

Atualizado: 30 de Jul de 2019

A idéia mundana sobre autismo é descrita: uma pessoa que fica mais na dela, calada e não tem facilidade em comunicação. Apontar para objetos e ter iniciativa não é uma atitude comum para o indivíduo, que naquele momento está com um quadro desse transtorno que normalmente tem inicio na infância. Um fato que chama atenção é que os sintomas do autismo não são exclusivos e podem aparecer em outras ocasiões que geram alterações comportamentais, sendo assim um assunto de grande utilidade para manutenção da atividade cerebral e que devemos estudar e se aprofundar cada vez mais na influência dos nutrientes e micronutrientes no sistema nervoso.


Uma alimentação saudável mantém o funcionamento do organismo humano mais seguro, sendo o melhor caminho para uma boa qualidade de vida. Na barriga da mãe o bebê recebe os nutrientes necessários para que ocorra a formação do corpo, sendo no primeiro mês o princípio de muitos que há por vir. O sistema nervoso, o qual tem como principal órgão o cérebro, com 60 dias está sendo formado a todo vapor por neurônios que durante toda a vida estarão participando de decisões do indivíduo. Todo oxigênio e nutrientes necessários para o crescimento, chegam para o bebê pela placenta que é o canal mãe-filho(a).


Os cuidados com a alimentação devem se iniciar no período gestacional, contudo, nem sempre a causa será algum descuido da mãe, tendo em vista que as origens do autismo ainda não estão completamente definida, sendo a alimentação materna uma das linhas de pesquisa. Quando se percebe uma criança com autismo a primeira nutrição é o amor, que movimenta a confiança que ela tem com as pessoas que cuidam e garante uma melhor aceitação desse momento que a mesma pode ter algumas dificuldades na escola e até mesmo em casa. Durante a vida, todos nós vamos escolhendo os alimentos que mais gostamos e com isso criando um padrão de alimentação, que muitas vezes pode gerar problemas de saúde que exigem uma alteração na conduta alimentar. No caso do autismo essa alteração pode não ser bem aceita, devido sensações que são geradas ao consumir determinado alimentos, como por exemplo o refrigerante.


Alimentos industrializados devem ser evitados desde o princípio da alimentação, esses são ricos em conservantes e sódio que dificultam o bom funcionamento cerebral. Precisa-se de alimentos vivos, fornecendo uma energia de qualidade que seja rica em vitaminas e minerais para que possa haver um bom funcionamento da produção hormonal, que tem papel fundamental em nosso bem-estar e tomada de decisões. É necessário reduzir o consumo de açúcares refinados, visto que aumentam de forma rápida a glicose e com isso maquiando momentos de dificuldade e assim podendo gerar um transtorno alimentar que pode provocar patologias como diabetes e obesidade.


Crianças autistas apresentam, com freqüência, sintomas gastrointestinais tais como, dor abdominal, diarréia crônica, flatulência, vômitos, regurgitação, perda de peso, intolerância aos alimentos, irritabilidade, disenteria entre outros (GONALÉZ et al., 2006). Devido a essas ocorrências seria interessante evitar a ingestão de glúten, presente no trigo, aveia, centeio e cevada, pois pode causar dano conseqüente das vilosidades da membrana intestinal resultando em uma potencial ou real má absorção de todos os nutrientes (MAHAN e STUMP, 2002). Estudos desenvolvidos na Dinamarca, com crianças autistas que foram alimentadas com dieta restrita em glúten e caseína, foram obtidas melhoras consideráveis no comportamento destas crianças após 8 a 12 meses de dieta. (Whiteley et al., (2010))


Quando digo que está autista é porquê acredito que tem cura, destaco uma palavra de um neurocientista chamado Alysson Renato Muotri, que é um professor e pesquisador da Universidade da Califórnia em San Diego que Aplicando dois compostos – o antibiótico gentamicina e o fator de crescimento semelhante à insulina 1 (IGF-1) – durante o desenvolvimento neuronal, Muotri conseguiu alterar a estrutura dos neurônios obtidos a partir de células autistas, que passaram a exibir o aspecto de neurônios saudáveis. “Ao mostrar que essas alterações são reversíveis, provamos que existe um problema biológico e quebramos o estigma de que o autismo não tem cura”. diz o cientista. (Trecho retirado da revista FAPESP)


Praticar atividade física é minha recomendação para todo ser humano, esteja ele no momento com autismo ou não. Nos faz sentir bem, interagir com pessoas e mantém o corpo saudável para viver uma vida melhor e mais feliz com nossos familiares, amigos e conhecidos. Quando você conhecer um(a) autista, saiba que naquela pessoa existe muito mais do que ser tímido(a) ou calado(a). Se você está autista, cuide da sua alimentação, escute músicas, ame pessoas e animais.


Ser diferente não é anormal, é ser diferente!


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