Cafeína, é saudável?

Atualizado: 17 de Jul de 2019

A cafeína pode ser encontrada em alimentos, como cacau, guaraná, café, chás, bebidas energéticas, outros alimentos e também na forma de suplemento. Após a ingestão, os níveis de cafeína no organismo começam a aumentar no período de 15 a 45 minutos e normalmente, o pico ocorre com 60 minutos. No metabolismo, a cafeína aumenta os batimentos cardíacos e a atividade de degradação da glicose, que de forma geral, pode contribuir para o aumento da performance e redução de gordura corporal.


O aumento da capacidade para atividade física ou mental, especialmente pela eliminação de sintomas de fadiga, visando à melhora da performance proveniente da suplementação de cafeína é uma prática considerada nível A de evidências, segundo o Comitê Olímpico Internacional. (Maughan et al., 2018). Quando consumida de maneira repetitiva(crônica), nota-se, que se torna necessário dosagens cada vez mais altas para que seus benefícios não sejam reduzidos. A maioria dos estudos avaliados reportou efeitos positivos obtidos a partir da suplementação de cafeína, principalmente na prática de atividades aeróbicas, mas também em atividades anaeróbicas, como a musculação. Tais pesquisas constataram um aumento da força e da resistência muscular, do vigor físico, da performance em atividades de salto e da velocidade em exercícios como a corrida. Desse modo, a suplementação da cafeína pode ser considerada uma tática válida para aprimorar o desempenho físico em várias modalidades esportivas.


Nos meus atendimentos, tenho preferência em administrar taurina, visto que alguns estudos referente a cafeína, indicam um aumento de metabolismo energético em todas as partes do cérebro, mas diminui algumas vezes o fluxo cerebral induzindo uma hipoperfusão, que é uma baixa irrigação sanguínea do cérebro. Além disso, a substância ativa a noradrenalina e aparentemente afeta a liberação da dopamina, que em deficiência pode causar tremor, rigidez e lentidão dos movimentos, sendo ainda destacado relação com várias doenças, inclusive o Parkinson.


Se o assunto é como pré-treino, Hodgson et al. (2013) conduziu um estudo no qual foi comparado os efeitos da ingestão de 5 mg/kg, sendo que um grupo de voluntários consumiu a cafeína anidra, e o outro grupo na forma de café. Os pesquisadores reportaram que não houveram diferenças significativas entre os grupos, quando observada a melhora do desempenho aeróbico. Os efeitos colaterais avaliados envolviam taquicardia, ansiedade, problemas gastrointestinais e dores de cabeça, e foi relatado por até 73% dos participantes quando consumiram 9 mg/kg, uma dose consideravelmente elevada.


Um dos grandes problemas envolvendo o metabolismo da cafeína é a variabilidade genética, visto que existem diferenças individuais entre as pessoas, e o consumo crônico, assim como o tabagismo, também influencia a resposta do organismo à essa substância, como destaquei no segundo parágrafo. Outra limitação é a variação dos estudos, onde existem uns que classificam o alto consumo de cafeína como >100 mg/dia enquanto outros só passam a considerar um consumo elevado a partir de 750 mg/dia.


Possíveis efeitos colaterais: Irritação, ansiedade, estresse e agravamento de antecedentes familiares para hipertensão arterial e diabete.


Possíveis benefícios: Aumento de força, resistência, aumento do metabolismo de tecido adiposo, melhora da concentração.


Público de risco: Mulheres grávidas, hipertensos, crianças, mães que estão amamentando, pacientes com esofagite, etc.


Concluindo, deve-se atentar para uma recomendação profissional para a utilização da cafeína, seja por suplementos, fórmulas ou até mesmo o próprio café em grão. Podemos extrair benefícios desta substância, desde que seja administrada de forma coerente, evitando seus efeitos colaterais e seguindo com sucesso no âmbito da qualidade de vida.


NUTRICIONISTA

JAYME ASSUNÇÃO

CRN 11090




291 visualizações

Tel: (75) 3024.9108

  • FaceBook
  • Instagram

Rua São Domingos, 341
Feira De Santana, BA 

atendimento@seunutricionista.com

© 2018 por SeuNutricionista.