Como potencializar a memória?

A memória é a aquisição e conservação de informações na mente humana. Podemos levemente compará-la a um caderno cheio de anotações, a um bloco de notas listando afazeres ou a uma agenda do celular com contatos, tudo salvo e pronto para ser acessado: os lugares, as palavras, as pessoas ou qualquer lembrança que tenhamos são conexões feitas automaticamente por nosso cérebro.


A faculdade que temos de armazenar informações é muito complexa, esta questão será tratada em outro momento. Falarei sobre o tempo de armazenamento das informações, que pode ser definido como: memória de trabalho, memória de curto prazo e memória de longo prazo. Dando maior atenção para às categorias de memória de curto e longo prazo, darei orientação de como potencializar a memória de curto prazo, direcionando-a à memória de longo prazo. Para isto, precisamos trabalhar um setor do cérebro chamado hipocampo e esse sistema é reforçado quando há uma emoção/recompensa envolvida no processo. Para potencializar a nossa faculdade de conservar estados de consciência passados e lembrarmos deles, faz-se necessário exercitar e estimular a memória de forma semelhante a que costumamos fazer com a nossa musculatura. Assim, seguem alguns hábitos que potencializam a memória:


· Pratique exercícios. Em um artigo publicado na revista Nature Medicine, os pesquisadores brasileiros, ambos professores da UFRJ, apresentam um conjunto robusto de evidências de que o hormônio irisina, liberado pelos músculos durante a atividade física é importante para a formação da memória e a proteção dos neurônios dos efeitos tóxicos de compostos associados à origem do Alzheimer.

· Estimule a mente. Faça “treinos mentais” que incluem ler, ir ao teatro, escutar podcasts, montar quebra-cabeças, jogar baralho, resolver palavras-cruzadas, etc. Procure também novos aprendizados, como um curso ou outro idioma.

· Evite estresse. Ao longo do tempo, ele destrói as células cerebrais e danifica o hipocampo, que é a região do cérebro envolvida na formação de novas memórias e na recuperação de antigas. Estudos mostram que a meditação tem uma grande importância para reduzir os efeitos do dia a dia na mente humana.

· Foco e organização. A neurociência vem mostrando através de estudos que com o aumento do número de informações e atividades diárias, é necessário organizar nossas ideias e pensamentos para conseguir perder menos tempos e focar no que é mais importante!

· Dormir bem. O sono é reparador e facilita que no dia seguinte seu corpo esteja preparado para continuar memorizando o que for necessário, contudo dormir demais é altamente limitador e dificulta a execução de atividades em tempo hábil, potencializando o estresse e consequentemente reduz a produção do neurotransmissor dopamina, essencial para a memória e autoconfiança.


Através do exercício contínuo dos 5 itens acima, começamos a treinar o cérebro para produzir e aumentar a capacidade de memórias de curto e longo prazo. Contudo, existem também as escolhas que devemos evitar, as quais têm grandes chances de anularem os esforços anteriormente citados e prejudicam a qualidade de vida em sua totalidade. Sendo assim, Evitem, evitem esses 5 produtos que prejudicam a memória:


1. Açúcar e adoçantes. David Perlmutter, renomado neurologista americano e autor de vários livros, cita que existe uma relação muito direta entre maiores níveis de açúcar no sangue e a doença, ou seja, quanto mais açúcar no sangue, maior o risco de encolhimento do centro da memória, marca principal da doença. Também podemos relacionar o consumo do açúcar à ansiedade, o que dificulta o poder de concentração e consequentemente o de memorização. Tenho um texto publicado no qual eu trato de forma mais aprofundada sobre açúcar e cérebro, clique aqui e leia-o quando terminar este.

2. Gorduras saturadas. Esse tipo de substância, que está em quantidade excessiva nos alimentos industrializados (Leite industrializado, bolachas, frituras, embutidos, fast foods, etc.), pode acelerar a perda da memória, causa processos inflamatórios que afetam o funcionamento das células nervosas, inclusive os neurônios, responsável pela maioria das atividades do corpo humano.

3. Bebidas alcoólica. A absorção do etanol ocorre no sistema gastrointestinal e compromete a chegada de nutrientes ao cérebro, incluindo a de sinais do sistema nervoso que solidificam a memória. Esse processo, sendo frequente na vida do indivíduo, chega a envelhecer os setores responsáveis pela memorização com maior velocidade e também libera outros inibidores de dopamina e serotonina.

4. Alguns medicamentos. Existem fármacos que afetam o hipocampo, sendo que pesquisas apontam a necessidade de uma atenção com a utilização prolongada de substância para depressão, insônia, diabetes e colesterol. Mantenha seu médico/nutricionista sempre informado(a) caso existam sintomas de redução da memória.

5. Cigarro. A nicotina não só causa envelhecimento precoce, ela afeta a respiração, representando um risco para o pulmão, afeta a produção e função dos neurotransmissores, apertando os vasos capilares, que são pequenos vasos sanguíneos que desempenham um papel fundamental no que se refere à função cerebral. Também podemos incluir os eletrônicos que estão na "moda" e geram o mesmo comprometimento pulmonar, reduzindo a circulação de oxigênio e comprometendo também a memória.


Existem alimentos que têm fundamental importância na capacidade do ser humano de memorizar, concentrar-se e raciocinar diante das mais variadas situações da vida: Brócolis. cenoura. beterraba, abacate, azeite extra-virgem, óleo de coco, peixes, açafrão/cúrcuma, folhas verdes e maca peruana. Essa lista não só beneficia o cérebro, é também essencial para o sistema imunológico e funções intestinais, sendo benéfica para a nossa saúde como um todo, mas, para que obtenhamos sucesso, é preciso saber a quantidade correta, por isto consulte o seu nutricionista antes de iniciar qualquer planejamento.


NUTRICIONISTA
JAYME ASSUNÇÃO
CRN 11090

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