Nutrição no pré e pós-operatório

Atualizado: 15 de Jan de 2019

Durante a vida estamos sujeitos em haver necessidade de uma intervenção médica, seja para uma correção vital ou por estética. A cirurgia segundo Aurélio é: Arte de curar doenças por processos operatórios. Pode ser uma surpresa, quando há um problema repentino de saúde ou com agendamento para ser realizada a operação. Em ambos os casos existem varias necessidades de evitar complicações e também de acelerar a recuperação. Aqui vamos discorrer fatores emocionais, anti-inflamatórios, construtores tecidual e nutrientes necessários para facilitar a recuperação do paciente cirúrgico.


Segundo Rene Dubos, frequentemente os pacientes admitidos em uma instituição hospitalar, ao serem submetidos a um procedimento terapêutico, apresentam-se, muitas vezes sem informações e orientações necessárias sobre as intervenções. Então vejo que a nutrição adequada está sujeita a não ser aplicada devido a falta de conhecimento do necessitado(a), sendo que a sobrevivência do ser humano saudável depende da capacidade de mobilização dos mecanismos orgânicos. Quando falamos de procedimentos como angioplastia, revascularização do miocárdio, amputação de membros, cirurgia de mão, remoção de tumor, procedimentos estéticos e até mesmo uma extração do siso, existem recursos para acelerar o processo de cicatrização, melhorando o sistema imunológico e evitando a depleção de massa muscular para os acamados e não acamados.


Alguns passos para o pré-operatório:

  1. Procurar um nutricionista capacitado para avaliar o estado nutricional e prescrever o que for necessário para fortalecer o sistema imunológico.

  2. Facilitar a irrigação sanguínea, não obstruindo a paredes das artérias, excluindo da dieta as seguintes categorias de produtos alimentícios: refrigerantes, doces, cereais refinados, alimentos processados e também evitar excesso de colesterol e carne vermelha.

  3. Junto ao profissional, ver a quantidade necessária dos seguintes grupos alimentares: Frutas, hortaliças, aves, peixes, lácteos desnatados e óleos vegetais.

  4. Não ingerir bebidas alcoólicas. Estudos comprovam que mesmo moderadamente, está sujeito gerar uma deficiência da vitamina B1 e do Zinco, que são altamente importantes na produção enzimática, que por sua vez, atribui funções orgânicas aos nutrientes como proteína, carboidratos e lipídeos.

  5. Não fumar. O tabagismo reduz a capacidade pulmonar, por onde o oxigênio necessário é distribuído para o corpo humano. As complicações pulmonares despontam entre todas as outras no pós-operatório.


Após uma cirurgia, qualquer pessoa pode ficar mais vulnerável, com seu sistema imunológico baixo e sujeito a outros problemas do ambiente. Com isso, os cuidados devem ser redobrados, proporcionando uma recuperação completa e sem surpresas posteriores. Evitando infecções e complicações.


Alguns passos para o pós-operatório:

  1. Não deixar para iniciar o processo em casa. Ainda no leito hospitalar, acompanhar e solicitar atenção médica para o estado nutricional do paciente, respeitando as medidas adotadas, mas, procurando conhecimento sobre procedimentos para poder fazer sugestões a equipe responsável.

  2. Após alta, iniciar um acompanhamento com os profissionais necessários. (Médico(a), Fisioterapeuta, Psicólogo(a), Nutricionista, Enfermeiro(a), etc.)

  3. Seguir as recomendações do pré-operatório que listei acima.

  4. Verificar com atenção parâmetros dos exames bioquímicos com frequência de pelo menos 3 meses ou sob recomendação médica.

  5. Sempre observar a cor da urina e fezes.

  6. Se houver sintomas de inflamação, falta de ar, dores e desregulação do sono informar ao médico.

  7. Lembrar da hidratação.

  8. Perguntar ao profissional sobre vitamina C, vit. E, ômega 3-6-9 e glutamina.

  9. Cuidado com conteúdo de internet. As dicas podem ajudar pessoas que não tem limitações pré e pós-cirúrgica. Contudo, abaixo vou citar um texto encontrado em um site e logo após uma evidência cientifica, mostrando o quanto existe a possibilidade de adotar uma medida prejudicial para a recuperação. Texto do site: "O alho ainda tem alicina, com efeitos anti-bactericida e anti-inflamatório." Texto científico: O alho tem sido reconhecido como agente benéfico em várias doenças, mas o seu efeito antiplaquetário aumenta o risco de sangramento pela presença do di e trisulfeto de dialila e metilalila, que inibem a tromboxano-sintetase, enzima de grande importância na formação do tromboxano A2 13.

  10. Paciência.

Estudos atuais relacionados a população idosa, que segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), é todo indivíduo com 60 anos ou mais, acusa um uma inflamação acentuada provocada pelo processo de envelhecimento e deficiência dos nutrientes, chamado de inflammaging. Aqui no Brasil o IBGE estima que em 2060, 25% da população brasileira tenha acima de 60 anos, fazendo com que seja necessário o quanto antes uma abordagem relacionada ao estado inflamatório e correção da sarcopenia(Deleção de massa muscular) para que tenhamos uma terceira idade mais saudável e preparada para possíveis procedimentos cirúrgicos. Em processos inflamatórios, principalmente no idoso, existe uma degradação da síntese protéica, dificultando a recuperação após intervenções cirúrgicas e acentuando a perda de massa muscular para pacientes acamados.


Associado ao tratamento médico, o controle da inflamação pelo nutricionista é feito com vitaminas, minerais e compostos bioativos. Lembrando que o excesso é tão prejudicial quanto a falta!



Qualquer dúvida estou a disposição!

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